O DESENVOLVIMENTO E AS BRINCADEIRAS

                                       O DESENVOLVIMENTO E AS BRINCADEIRAS 
          Você já deve ter ouvido falar que criança brinca com tudo, não é mesmo? E essa afirmação é verdadeira: criança brinca com tudo mesmo! Mas não brincam apenas por brincar, para passar o tempo. 
         Todas as brincadeiras da criança são fundamentais para o bom desenvolvimento do corpo, principalmente do cérebro. E as brincadeiras vão mudando, de acordo com a fase de desenvolvimento da criança. Em alguns momentos elas exploram mais a coordenação motora, e em outras ficam mais centradas, desenvolvendo as funções mentais. 
         Mas nem todas as brincadeiras são boas. Algumas põem a criança em risco. É preciso de adultos responsáveis para nortear as brincadeiras da criança e cuidar para que essa atividade tão importante seja saudável e eficiente. 
            O que se sabe é que as brincadeiras são a base do aprendizado infantil. Através delas a criança explora o mundo a sua volta, copia comportamento dos adultos, aprende a nomear as coisas e os sentimentos, socializa de forma saudável, entre outros. 
          A brincadeira é essencial para o desenvolvimento humano. Sabe aquela história que ouvimos dos nossos pais e avós, de que os filhos aprendem com o exemplo? Sim, é verdade. Não porque estamos sempre atentos e queremos ensinar coisas boas e ruins às nossas crianças. Mas porque a socialização acontece na brincadeira. E a criança irá buscar as pessoas à sua volta para copiar e aprender. Se o exemplo for bom, ela aprenderá coisas boas também. Mas se o exemplo for ruim, a criança aprenderá da mesma forma, mesmo que você diga a ela para nunca fazer aquilo. 
         Um exemplo é quando os adultos ajudam alguém ou agradecem por alguma ajuda. A criança brinca e aprende a agradecer e a ajudar. Mas se o adulto maltrata o cachorro na rua, por exemplo, a criança brincará de maltratar animais à sua volta, e até mesmo poderá maltratar as pessoas. 
          Lembre-se de que o brincar não depende do adulto, mas sim do que a criança absorveu daquela ação. Ela poderá aprender coisas boas ou más, e acrescentará ao aprendizado suas próprias experiências, já que a criança não aprende apenas com os pais, mas também com outras crianças e outros adultos ao ser redor. 
         Porém, os pais, os irmãos e as pessoas mais próximas são as escolhas preferenciais das crianças. Se a criança olhar pela janela e observar uma pessoa desrespeitando um idoso, por exemplo, era provavelmente contará para os pais e buscará neles o aprendizado que precisa. E durante suas brincadeiras ela colocará esse fato como sendo algo ruim, que não se deve copiar. 
      Você conseguiu compreender como a brincadeira é importante para o desenvolvimento da criança? Ainda que pareça apenas uma forma de se explorar um brinquedo, nunca é apenas isso. Ela usa esses objetos para construir sua própria personalidade. Por isso é importante que os adultos se preocupem tanto com os exemplos quanto com o tipo de brinquedo que está disponibilizando para a criança. 
         Agora que você já entendeu o porquê do brincar, só cabe agora uma pergunta: de que as crianças brincam? Como falei no início deste texto, elas brincam de tudo. Todos os objetos que estão à sua volta e todas as pessoas ao redor são alvo das brincadeiras. Não há limites para as brincadeiras. Esses limites são colocados pelos adultos. De acordo com o crescimento, a criança aprende que não pode brincar com tudo aquilo que deseja, e que algumas coisas não podem ser tocadas de forma alguma. E ainda, que com sentimentos não se brinca. 
           E esse aprendizado vem com a maturidade. Não espere que a criança bem pequena entenda que não pode tocar nos objetos de vidro de uma loja de utilidades, ou que não brinque em uma loja de brinquedos. A criança não irá entender. E isso pode causar birras e choros desnecessário. A pergunta é: aquela criança precisa mesmo estar naquele local? É possível ir sem a presença dela? Ela tem maturidade suficiente para estar naquele local? 
          É preciso entender que crianças bem pequenas não compreendem comando dos adultos quando querem explorar alguma coisa. É preciso que estejam no colo ou no carrinho, por exemplo. Mas o ideal mesmo é não levar a criança àquele local. Somente se for mesmo necessário. 
         Uma outra dica é procurar por locais e brinquedos que sejam ideais para cada idade da criança. Mesmo que seu filho seja muito inteligente e já consiga realizar algumas atividades fora da faixa etária, o ideal é seguir a recomendação que vem na caixa do brinquedo. Todos eles vêm com a idade adequada e dar à criança antes do tempo apenas fará com que ela acumule muitos brinquedos no quarto, mas não brinque com nenhum. 
      As crianças bem pequenas, de até 1 ano de idade, gostam de levar tudo à boca. Gostam de brinquedos coloridos, que se movimentam e apresentam luzes e sons. Costumam sempre jogar o brinquedo para que um adulto pegue. E amam brincar de explorar o ambiente à sua volta, brincar de sorrir, cantar e tocar nas outras pessoas. Deve-se ter o cuidado de procurar e guardar objetos pequenos e que se soltam, para evitar acidentes. Cuidado também com a fiação da casa e com os objetos cortantes. 
      Já as crianças de até 3 anos gostam de companhia. Mas não agradam muito em dividir os brinquedos. Se alegram com a presença de outras crianças, mas é uma fase de egocentrismo e negar alguma coisa pode ser motivo de muito choro e incompreensão. Vale aqui o bom senso de sair com a criança daquele ambiente e ensiná-la sobre o certo e o errado, longe da plateia. Ainda na fase de exploração da casa e do ambiente, elas sobrem e mexem em tudo. Vale aqui um cuidado redobrado com remédios, venenos e materiais de limpeza e higiene, e também com objetos que podem ser engolidos. As crianças levam tudo à boca. 
      As crianças até os 6 anos de idade começas a socializar. É uma fase escolar de trocas e brincadeiras em grupo. Divide-se tudo: materiais escolares, merenda, brinquedo e atenção. São crianças um pouco mais compreensivas, mas ainda apresentam muitas birras e tendência ao egocentrismo. Por ser uma fase de transição, é preciso paciência e muita conversa. 
          A fase que vai até os 10 anos é de muita socialização e muitas brincadeiras que envolvem copiar o comportamento dos adultos. Essas crianças brincam de profissões e amam se vestir a caráter. É uma fase de muita fantasia e muita imaginação. Os brinquedos devem acompanhar essa fase importante do desenvolvimento. Gostam também de brincar em lugares comuns, como parques, ruas e praias. Fazem novos amigos e dividem os brinquedos. 
         Já no finalzinho da infância e início da adolescência, entre 10 a 13 anos, a criança gosta de brincadeiras onde há disputa entre amigos, como jogos de tabuleiro, videogame em grupo, jogos esportivos diversos, como corridas e bolas por exemplo. 
      Depois disso, inicia-se a adolescência e as brincadeiras propriamente ditas dão lugar às brincadeiras sociais. Já não exploram os brinquedos, mas os grupos, as redes sociais e os objetos típicos de adultos. Mas os jogos esportivos podem e devem continuar. São importantes ferramentas de aprendizagem competitiva e de valorização da saúde. 
           Viu como são importantes as brincadeiras para o desenvolvimento saudável da criança? E olha que aqui está apenas uma pequena amostra da grandeza que é o brincar. Porque não tenho como colocar em um único texto toda a importância dessa ferramenta para o desenvolvimento do ser humano. 
           Espero que tenha gostado. Se quiser saber mais ou fazer perguntas, deixe aqui seu comentário. Ou use os contatos abaixo. Terei o maior prazer em te responder. 
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