CRIANÇAS ALIENADAS

CRIANÇAS ALIENADAS As crianças de hoje estão vivendo alienadas. Sim, alienadas!!! Não reconhecem mais a cultura e os valores familiares, não reconhecem a hierarquia e o respeito à autoridade, e principalmente, não reconhecem a interação social como algo essencial para a humanidade. São as consequências do mundo globalizado Muitos amigos virtuais, mas não se conversa com a família. Todos postam fotos felizes e saudáveis, mas ninguém sabe ao certo sobre os sofrimentos do outro. Cuidamos dos problemas de pessoas que estão distantes, mas não cuidamos dos nossos vizinhos. E quais as consequências de tudo isso na educação de nossas crianças? São elas que ficam muito tempo na internet ou são seus pais que ficam? Onde está o erro e por que estamos alienando nossas crianças? Você diria que a culpa é da internet. Eu diria que ela é sim uma grande culpada. Não apenas porque as crianças ficam muito tempo na internet (e ficam mesmo), mas porque o mundo a sua volta proporciona isso. Nós adultos ficamos muito tempo na internet, e as crianças estão apenas copiando nosso comportamento. Mas não é a única culpada. Os culpados somos todos nós, pais e educadores, que não estamos conseguindo educar adequadamente nossas crianças. E o resultado está aí, escancarado para que todos vejam. Estamos enlouquecendo nossas crianças e a maioria das pessoas nem se quer está percebendo isso. Os tempos de hoje são de estímulos excessivos, mas o nível de concentração está a cada dia mais baixo. As crianças são estimuladas com muita frequência: muitos brinquedos, a TV que fica 24 horas ligada, o tablet, o celular, os barulhos da rua....percebe como tudo isso dificulta a concentração? E sem contar os compromissos. As crianças de hoje tem uma agenda lotada. Escola (algumas em tempo integral), curso de línguas, esporte, aula de dança, de música, de teatro, de reforço, etc. E que horas mesmo ela vai brincar??? O brincar estimula o desenvolvimento intelectual e social, auxilia no aprendizado, desenvolve a capacidade criativa, e sem contar que é realmente a melhor fase da infância, não é mesmo. Quem não se lembra das brincadeiras de antigamente. Entendo que não dá mais para brincar como antigamente, solto na rua e com o pé no chão. O que é uma pena. Mas é importante que os pais levem os filhos para áreas de lazer, onde se possa tirar os sapatos e se sujar. E sem contar nos benefícios de se brincar ao ar livre e tomar um pouco de sol. E os brinquedos devem ser moderados, escolhidos de acordo com cada fase de desenvolvimento. Entendo que os pais querem que seus filhos sejam melhores, que aprendam cada vez mais. Mas não adianta comprar brinquedos excessivos e nem fora da faixa etária. Porque senão a crianças vai pegar, olhar, explorar rapidamente e abandonar. Tem muitos pais que reclamam que os filhos não brincam, que possuem um quarto cheio de brinquedos e nem ligam. O primeiro passo é separar os brinquedos em caixas, por faixa etária e estilo de estímulo, e guardá-los fora do acesso. E ir pegando aos poucos, de acordo com a solicitação da criança. Um outro erro muito comum é deixar que a criança explore sozinha o brinquedo. A criança, ainda que muito inteligente, precisa de alguém que brinque com ela. E muitas vezes, esse alguém é você. Os filhos amam que os pais brinquem com ela. Elas imitam os pais em tudo e brincar com eles é uma forma de aprender a cultura e os valores familiares. Mas também gostam muito de brincar com os tios e os avós. E principalmente com outras crianças. Irmãos, primos, vizinhos e até coleguinhas. Explorar um brinquedo fica muito mais divertido quando se tem amigos para brincar. E lembre-se de conhecer um pouco sobre as fases de desenvolvimento. As crianças pequenas não gostam de dividir seus brinquedos com outras crianças. Mas costumam aceitar tranquilamente que o adulto brinque com ela. Já as crianças acima de 6 anos gostam muito de brincar com outras crianças, e dividir o brinquedo nessa fase é sempre muito divertido. E de acordo com o tempo, a criança vai desenvolvendo a capacidade de brincar um tempo sozinha. Mas não quer dizer que não queira mais a companhia dos pais. Crianças de 9 aos 12 anos gostam muito de jogos de tabuleiro, brincadeiras que envolvem aprendizagem e a movimentação familiar. Gostam de atividades ao ar livre, de esportes e de aventuras. E aproveitem! A próxima fase já é a da adolescência. E aí seus filhos não irão mais querer a companhia de vocês. E se não criarem vínculos afetivos até essa fase, podem esquecer. Eles não irão conversar com você e nem mesmo interagir. Serão filhos isolados e fechados em si mesmos, pois não aprenderam a convivência social familiar. E tem também o grande drama dos eletrônicos. Os filhos estão cada vez mais agarrados a eles. E tudo isso dificulta ainda mais a convivência social. Muitas crianças nem mesmo se sentam à mesa sem estarem com seus aparelhos ligados. Mas não quero deixar os eletrônicos como vilões. Brincar com o tablet e o celular é muito enriquecedor. E a TV também tem muitas programações interessantes voltadas para a criança. Mas precisa ser monitorado. Tanto em questão do tipo de atividade quanto ao tempo exposta à tecnologia. Porque as crianças não sabem o que é certo e o que é errado ainda. E são curiosas por natureza. Se não houver monitoramento, podem ficar expostas a conteúdos inadequados e impróprios para sua faixa etária. O que as torna vulneráveis nesse mundo desconhecido. E também não sabem ainda controlar o tempo. Mesmo aquelas que já sabem olhar as horas, não possuem noção de tempo. E com os estímulos eletrônicos são altamente atrativos, elas ficarão expostas por muitas horas, sem sequer parar para se alimentar ou descansar. Mas por que os eletrônicos são tão atrativos? Porque apresentam imagens coloridas (estímulo visual), sonorização constante (estímulo auditivo) e conhecimento (estímulo neurológico de aprendizagem). E principalmente os jogos, que são programados para estimular positivamente cada fase alcançada, com ganho de moedas, compra de acessórios virtuais e elogios pela vitória alcançada. Viu porque é tão difícil tirar da criança os eletrônicos? E você consegue perceber que tudo isso atrapalha o desenvolvimento da concentração dos seus filhos? Mesmo que eles pareçam concentrados, quietinhos e envolvidos na atividade eletrônica, eles estão dispersos sobre o que se passa em sua própria casa. As mães chamam e elas não escutam. Os pais brigam e elas nem ligam. Nem se dão contam de que precisam ajudar os pais nas tarefas domésticas e passar um tempo ao lado deles. E sem contar ainda com a acomodação de muitos pais (claro que você é diferente, né). Enquanto seus filhos ficam vidrados nos eletrônicos, simplesmente não demandam atenção e ficam “bonzinhos”, sem correr pela casa e jogar farelos pelo sofá. Assim, os pais podem descansar e cuidar dos seus próprios afazeres, sem se preocupar com as crianças. Mas não é para isso que temos nossos filhos, não é mesmo? Eles são continuação de nós. Mas como poderão ser parecidos conosco se não conseguem crescer e desenvolver de forma saldável. É preciso que façamos uma revisão na forma de se educar nossas crianças. O que vemos hoje são jovens inseguros e despreparados emocionalmente para a vida adulta. Muito conhecimento, mas pouca capacidade de trabalhar em grupo. Muita inteligência, mas pouca capacidade de formar famílias. Consultórios cada vez mais cheios de pessoas medicadas, a depressão e a ansiedade crescendo em números alarmantes. Sem contar os distúrbios envolvendo o convívio social. Nossas crianças estão sim crescendo alienada. Sem capacidade crítica e sem controle dos próprios sentimento. Com dificuldade para discernir o que é certo e o que é errado, o que é verdadeiro e o que é falso. Um futuro não muito promissor as espera. Mas podemos mudar tudo isso! Criar filhos exige esforço e competências. Os pais precisam pagar menos aulas, comprar menos coisas, trabalhar menos e brincar mais com seus filhos. Essa é a solução. Ainda que seu filho não seja fluente em inglês e espanhol e não seja a primeira bailarina da turma, ou o melhor atacante do futebol. Nada disso importa se você não tiver tempo para a sua criança. Então, vá para um parque, tire os sapatos e corra com ela. Jogue bola com seu filho, pule corda com sua filha. Brinque de casinha, de dinossauros e de tabuleiros. Ande de bicicleta, pule amarelinha, escute as histórias da sua filha, brinque de carrinho com seu filho. Assim, você verá que todo o aprendizado que as crianças precisam está em você. No tempo precioso que você disponibiliza a elas. O nosso bem mais precioso é o nosso tempo. Dê aos seus filhos muito mais do que coisas compradas. Dê a eles o seu tempo!






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