PSICOLOGIA E OBESIDADE

Psicologia e Obesidade Você conhece a Psicoterapia da Obesidade? Já ouviu falar sobre acompanhamento psicológico para auxiliar no processo de emagrecimento? Pode parecer novidade, mas já faz alguns anos que esse ramo da Psicologia vem desenvolvendo um trabalho importante nas Clinicas de Emagrecimento. E hoje se expandiu para os consultórios. E em parceria com outros profissionais de saúde auxilia no processo de cuidados com a pessoa obesa. Para a Psicologia, a alimentação é um fator importante para a saúde mental. Inicia-se na amamentação e segue com o indivíduo por toda a sua vida. É um processo relacional, carregado de intensos significados. A alimentação é fundamental para a nossa condição humana. Mas é também um ato social, uma forma de linguagem estabelecida desde o início da humanidade. E hoje, com a globalização, o ser humano tem acesso a todos os tipos de alimentos, mesmo aqueles que pertencem a outras culturas. E ainda há nos tempos de hoje, um incentivo ao consumo e o aumento no tamanho das porções, sem falar que esse consumismo incentiva o uso de gorduras, açúcar e sal, por serem alimentos que agradam o paladar. Podemos falar ainda nas mudanças de comportamento na forma da alimentação. Cada vez se come mais rápido e em quantidades cada vez maiores, favorecendo assim os distúrbios alimentares e a obesidade. E esse comportamento alimentar desfavorável conta ainda com a forte tendência ao sedentarismo. Mas, porém, mesmo diante desse quadro, há uma mudança nos padrões estéticos, que mostram a beleza associada à magreza. Então, as pessoas que não conseguem manter esse padrão acabam buscando por dietas restritivas e desproporcionais com a sua nutrição, fator esse que favorece ainda mais o ganho de peso e o chamado “efeito sanfona”. A obesidade é uma patologia clínica, cuja característica é o excesso de gordura corporal. Não está inserida entre os transtornos psiquiátricos, mas envolve fatores psicológicos que desencadeiam outros transtornos, como a ansiedade e a depressão por exemplo. A obesidade é considerada um problema de saúde pública, devido ao seu contínuo crescimento e às graves consequências ligadas à comorbidades. O IBGE de 2005 trouxe a estatística de que o excesso de peso atinge 40,6% da população adulta brasileira. Alguns fatores conflituosos estão diretamente associados à obesidade. Entre eles estão: • Fatores Precipitantes: são os conflitos que levam ao descontrole alimentar e ao ganho de peso. Entre eles estão as separações, as mudanças, o abuso sexual, a gravidez, a menopausa, o uso de medicamento, as enfermidades graves, etc. • Fatores Familiares: são os conflitos considerados pela psicologia como encobertos. Entre eles estão os conflitos maternos, regras familiares muito rígidas, separações, etc. • Fatores Perpetuadores: são os conflitos ligados à baixa autoestima, às angústias, à depressão, à fobia social, ao transtorno do pânico, etc. Muitas vezes, o desejo de comer em excesso ocorre de maneira incontrolável. É um impulso alimentar que pode surgir com a solidão, com a raiva, com o tédio, com o cheiro de comida, entre outros. É como o preenchimento de um vazio não preenchível. A comida surge como uma “droga fictícia”. Existe uma diferença entre fome e apetite. A fome é biológica e só se satisfaz com a ingestão alimentar. Pode ser desagradável e até dolorosa se não for satisfeita. Já o apetite é o prazer em comer. O apetite tem relação direta com a satisfação, ou seja, com a sensação psíquica de prazer. É provável que o obeso confunda as sensações de fome com as sensações de apetite. Assim, o ato de comer pode ser uma necessidade de reduzir sentimentos, como por exemplo a tristeza, a solidão, a ansiedade, etc. Essa confusão de sensações pode levar o indivíduo a uma ingestão irregular na quantidade de alimentos, pois pode prejudicar a sua saciedade. É comum ouvir depoimentos de pessoas obesas dizendo que não se dão conta da quantidade de alimentos que ingeriu, ou que simplesmente não consegue parar de comer Na sociedade atual, ainda que a obesidade seja crescente, o indivíduo obeso encontra muitas barreiras na sua inclusão. Muitas vezes ele é excluído ou estigmatizado. O obeso é tido como “preguiçoso”, “folgado”, “guloso”. E acaba vivendo situações de restrições sociais, dificuldade de trabalha e até mesmo dificuldade em manter um relacionamento afetivo. A representação mental da pessoa obesa é comprometida. Todos nós formamos uma figura do nosso corpo em nossa mente. Essa pessoa sofre com a própria imagem. Há uma sensação de não pertencer àquele corpo. É uma sensação de aprisionamento, que geram diversos conflitos na sua relação proximidade-distância. Essas pessoas se sentem incomodadas com a proximidade, principalmente de pessoas estranhas. E acabam por projetar na gordura corporal todas as questões pessoais difíceis de lidar, o que aumenta o isolamento. O tratamento psicológico deve abordas as questões que aparecem ocultas por trás da pessoa obesa. Essa questão precisa ser abordada e trabalhada de forma adequada para diminuir o sofrimento e favorecer a proximidade social. Esse projeto se justifica pela forma de manifestação de conflitos e vivências experimentados pelas pessoas obesas. A ideia aqui é a proteção dos sofrimentos psíquicos e a busca pelo padrão de desencadeamento e manutenção da obesidade. A ideia trazida aqui é auxiliar a pessoa obesa ou com sobrepeso a questionar, pensar e compreender os sintomas emocionais que o levam ao descontrole alimentar. Serão tratados fatores causadores e mantenedores da obesidade, além de orientações sobre a importância da reeducação alimentar e da atividade física para sua saúde. E também a importância das mudanças comportamentais que possuem efeito de curto e longo prazo, mas que são importantes para uma mudança real no tratamento da obesidade.




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