PSICOLOGIA E A MATERNIDADE

Psicologia e a Maternidade A maternidade é uma experiência que modifica completamente a vida da mulher. Comumente, é ela quem assume a maior parte das responsabilidades com o nascimento do bebê. E geralmente é tomada por uma infinidade de dúvidas e perguntas sobre como será sua vida após o nascimento. E ainda se pode notar maior dificuldade das mães primíparas na adaptação desse novo período, que é muito delicado e de muitas dúvidas e incertezas. Por ser uma experiência completamente nova em sua vida, a mulher imagina e fantasia diversas coisas, e em alguns casos, as futuras mamães chegam a sofrer com problemas de ordem psicológica, como a ansiedade e depressão, por exemplo. A mulher começa a sentir toda essa responsabilidade com o seu filho ainda no ventre. E a reação de cada mãe a essas mudanças sofre influencias de diversos fatores. Alguns deles são individuais como a cultura, o conhecimento, a religião, etc.. Outros deles são ambientais com o contexto histórico e cultural à sua volta, a família, o local e as condições em que vive, entre outros. Essa primeira preocupação de mãe surge logo após a descoberta do estado gravídico. É um momento de muitas dúvidas e de chamada à responsabilidade. E a mulher se encontra mergulhada em uma dicotomia afetiva, entre os prazeres e os deveres de ser mãe. Mas a parte mais difícil é o período pós-parto. É onde surgem as maiores preocupações com os transtornos psicológicos. Um senso de responsabilidade toma conta da mulher após o nascimento da criança, e seu estado de sensibilidade fica aumentado. É possível assim que a mãe consiga identificar os sentimentos do seu bebê, de forma quase instintiva, para melhor atender às suas necessidades. Existe aqui uma experiência nova, mas com potenciais de conflitos internos. A maternidade é sim um fator de risco para disfunções psicológicas e até mesmo de distúrbios mentais mais graves. Um exemplo clássico é a depressão pós-parto, que atinge cerca de 25% das mulheres após o nascimento do bebê. Alguns indícios surgem ainda na gravidez, o que torna interessante a busca por um acompanhamento psicológico gestacional. Esperar que estes se agravem após o parto podem dificultar o tratamento. O acompanhamento psicológico perinatal trabalha com a prevenção. Ainda que este seja apenas mensal, já é o suficiente para que o profissional possa notar indícios de que algo está errado com a mãe, e buscar por um tratamento mais efetivo à partir de então. Quando se fala em maternidade, sempre pensamos na alegria, na beleza que envolve esse momento único na vida da mãe e do bebê. Mas dificilmente se expõem as dificuldades e o estressante cotidiano que envolve a maternidade, que se inicia durante a gravidez, mas que se expande ainda mais no puerpério. Há aquele mito de que toda mulher já nasceu pronta para a maternidade, que uma boa mãe nunca reclama e nunca se cansa. Mas não é bem assim que tudo funciona. Não que o amor e o sacrifício não valham a pena, mas esse gesto de amor incondicional tem sim um preço a se pagar e são esses os fatos negligenciados pela sociedade. As mães têm sim inúmeras dificuldades, se sentem sobrecarregadas e muito cansadas com a tarefa de cuidar de um bebê recém-nascido. E mesmo que já tenha outros filhos e que esses cuidados não sejam novidade para a mãe, deve-se lembrar que cada gestação e cada bebê tem suas particularidades. Pode ser que essa mãe não tenha medo de dar o primeiro banho, por exemplo, mas precisa se preocupar com os cuidados com o filho mais velho, que não havia na primeira gestação. E aquilo que geralmente se sabe sobre amamentação e cuidados não é tão simples como parece. Algumas mulheres têm dificuldades reais para amamentar. E ainda tem o sono. Alimentar o filho a cada três horas não é uma tarefa fácil, principalmente durante a madrugada, momento em que o cansaço e o sono dificultam a tarefa. E esses são apenas exemplos de dificuldades encontradas pelas mães no puerpério. As confusões emocionais e os conflitos psicológicos são sim de grande preocupação nesse período. Algumas mães não querem nem mesmo falar no assunto com alguém da família, com medo da má interpretação e do julgamento que se segue. E acabem se fechando no seu sofrimento, sem contar com um apoio adequado. Nesse período, deve-se preocupar com a melancolia vivida pós-parto, a chamada “Baby Blues”. Esse estado afeta um grande número de mães no puerpério. Diferente da depressão pós-parto, este estado pode ser facilmente confundido inicialmente. Geralmente se manifesta nos dez primeiros dias após o parto e apresenta-se com características como irritabilidade, choro fácil, indisposição, mudanças repentinas de humor e até mesmo sintomas depressivos. Apesar de ser uma reação normal no período do puerpério e atingir cerca de 50% das mães nas primeiras semanas, esse quadro é de remissão espontânea e não apresenta gravidade no estado de saúde mental da mulher. Mas pode ser inicialmente confundido com a depressão pós parto. Isso justifica a importância do acompanhamento psicológico durante a gravidez e após o nascimento do bebê, para que o profissional possa avaliar a real situação vivida pela mãe e fazer as intervenções necessárias para evitar danos psicológicos maiores. E é indicado que esse acompanhamento se dê até o primeiro ano de vida do bebê. Mas o que se sabe realmente é que essa nova adaptação com o a chegada do bebê tende a gerar situações estressantes. Principalmente durante os três primeiros meses de vida do bebê, período em que as demandas tendem a ficar cansativas e difíceis para todos. É um período de maior solicitação de apoio da mãe. Um outro fator que faz diferença para a saúde física e mental dessa mãe é o apoio recebido pelas pessoas à sua volta, principalmente do pai do bebê. É uma nova etapa para ambos, pai e mãe, mas muitas vezes a mulher acaba enfrentando sozinha todas as responsabilidades com a maternidade, o que a deixa ainda mais vulnerável. Nessa fase é importante também que a mulher possa contar com um apoio social disponível à sua volta. Esse vem contribuir, e muito, com a segurança e a tranquilidade da mãe, que logo após o parto se encontra fragilizada. Assim, ela encontra disponibilidade física e afetiva para se empenhar nos cuidados com o bebê, que é o ser mais frágil no momento. A atenção da mãe é essencial nos primeiros dias de vida. É esse o momento em que a criança se encontra desprotegida, e encontra sua segurança no contato materno. E até mesmo para o bebê, que a princípio pareça necessitar apenas dos cuidados maternos, é interessante o contato com outros membros da família para iniciar primariamente seu processo de socialização. Não quer dizer que precisem de muitas visitas, mas do contato com irmãos, avós, tios e primos, ou seja, de uma rede familiar saudável que favoreçam o aprendizado do bebê sobre a vida em comunidade. A presença do pai é de fundamental importância nesse momento. Ele traz segurança para a mãe e para o bebê. Quando o pai está presente durante toda a gravidez, a criança já reconhece sua voz e sua presença é mais importante emocionalmente do que se possa imaginar. Esse bebê se sente tranquilo na presença do pai e isso favorece o descanso e a recuperação da mãe. Mesmo que o pai não esteja assim tão presente, é importante que o mesmo tenha acesso às visitas e ao contato com o bebê, que iniciará um processo de vínculo afetivo importante para ambos. Ainda que o pai e mãe não estejam mais juntos após o parto, é um direito e um dever do pai estar presente na vida do bebê, e toda a família deve se empenhar para que esse contato seja o menos constrangedor possível, para evitar que esse pai se afaste da vida da criança por não encontrar um acolhimento durante as visitas. O que se pode notar aqui é que o mais importante é que tanto mãe quanto bebê recebam a atenção necessária nesse período tão frágil que é o puerpério. A Psicologia Perinatal entra nesse processo para intervir no acompanhamento da mãe, acolhendo-a desde o período gestacional e até o final do primeiro ano do bebê. Assim, essa mulher que virou mãe terá com quem repartir todas as suas angústias e sofrimentos internos, encontrando no profissional da psicologia o acolhimento necessário para lidar com todo esse turbilhão de emoções geradas pela maternidade.






#informação #psicologia #psicopedagogia #família #mães #pais #filhos #educação #aprendizagem #desenvolvimento #psicóloga #psicopedagoga #psicologiapositiva #neuropsicologia #desenvolvimentocerebral #psicoterapia #psicologiaescolar #psicologiaevida #amopsicologia #desenvolvimentoinfantil #psicologiadodesenvolvimento

Comentários